Brasil gera 767 mil empregos formais em 2026 e mantém mercado de trabalho aquecido
Dados do Novo Caged mostram continuidade da geração de vagas com carteira assinada no país; resultado reforça trajetória positiva do mercado de trabalho brasileiro em 2026
O mercado de trabalho formal brasileiro manteve trajetória positiva em 2026, com a criação de novos postos de trabalho com carteira assinada. Dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, mostram que o país acumulou 767.326 novas vagas formais entre janeiro e maio de 2026.
Em maio, o Brasil registrou saldo positivo de 72.960 empregos com carteira assinada, resultado de 2.207.303 admissões e 2.134.343 desligamentos. O estoque de vínculos formais chegou a 47.877.989 no período.
Os números indicam a continuidade da geração de empregos formais no país e refletem o desempenho positivo dos principais setores da economia.
Serviços lideram geração de empregos
Entre os cinco grandes grupos de atividade econômica, o setor de Serviços apresentou o melhor desempenho em maio, com a criação de 45.655 postos de trabalho.
Dentro do segmento, os principais destaques foram as atividades de Saúde Humana e Serviços Sociais, que registraram 14.478 novas vagas, seguidas pelas Atividades Administrativas e Serviços Complementares, com 11.413 postos, e pelo setor de Transporte, Armazenagem e Correio, que abriu 6.227 vagas.
A Construção Civil também apresentou resultado positivo, com 12.096 novos empregos, enquanto a Agropecuária abriu 10.205 postos. A Indústria Geral registrou saldo de 4.974 vagas e o Comércio teve saldo positivo de 40 empregos formais.
São Paulo lidera geração de vagas entre os estados
O crescimento do emprego formal também foi registrado na maioria das unidades da Federação.
Em maio, 22 dos 27 estados brasileiros apresentaram saldo positivo na geração de empregos. São Paulo liderou o ranking, com 18.224 novos postos de trabalho, seguido pelo Espírito Santo, com 9.532 vagas, e pelo Rio de Janeiro, que registrou saldo positivo de 9.195 empregos.
Por outro lado, alguns estados tiveram saldo negativo no período. Entre eles estão o Rio Grande do Sul, com redução de 5.657 postos, Goiás, com menos 2.742 vagas, e Tocantins, que registrou saldo negativo de 743 empregos. Segundo informações divulgadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego, fatores sazonais relacionados à atividade agropecuária contribuíram para parte desses resultados.
Brasil supera 767 mil vagas formais no ano
Com o resultado registrado até maio, o Brasil acumulou 767.326 novos postos de trabalho com carteira assinada nos cinco primeiros meses de 2026.
Considerando o período de 12 meses encerrado em maio, o saldo chegou a 973.285 novas vagas formais, representando crescimento de 2,1% no estoque de empregos formais no período, segundo os dados oficiais do Novo Caged.
O resultado reforça a importância do mercado de trabalho formal para a economia brasileira, especialmente em setores como serviços, construção, indústria e agropecuária.
Emprego formal mantém importância para a economia
A abertura de novas vagas formais representa um indicador relevante para a atividade econômica, uma vez que os empregos com carteira assinada ampliam a renda dos trabalhadores e contribuem para a movimentação do consumo e da economia.
Os dados do Novo Caged também mostram que o desempenho do mercado de trabalho não ocorre de maneira uniforme entre os setores e estados. Questões sazonais, características regionais e o comportamento de diferentes segmentos econômicos influenciam diretamente o número de contratações e desligamentos registrados a cada mês.
Com a continuidade da geração de empregos formais, o desempenho do mercado de trabalho permanece como um dos principais indicadores acompanhados por governo, empresas e trabalhadores ao longo de 2026.



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